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Leonardo Knox's Music > Music reviews by Leonardo Knox

Vulgaridade atual

Posted : 10 months, 2 weeks ago on 12 January 2009 05:26 (A review of Era Vulgaris)

O mais recente trabalho de estúdio do Queens of the Stone Age é, sem dúvida, um dos melhores de toda a carreira da banda. O disco é repleto de hits. Canções ótimas com toda aquela veia rock and roll.

O primeiro single e destaque de "Era" é "Sick Sick Sick", famosa música na qual Julian Casablanca participa. Casablanca deixa transparecer, junto com Homme, que "Sick Sick Sick" é de longe, umas das melhores músicas do CD e com um refrão bem grudante.

A canção com o melhor estilo QOTSA é "Battery Acid", stoner rock puro. O disco também concede espaço paras as baladinhas, como "Make It Wit Chu" que exala sensualidade com uma levada Beatles. Música bem grungue, "3's & 7's" remete a bandas como Nirvana em seus anos dourados.

Ouvindo a discografia do QOTSA percebemos que Josh Homme e os Queens sabem fazer música de boa qualidade. Rock de forma atual e forte. É de uma banda como a Queens Of The Stone Age que precisamos. Pra nos lembrar o que é rock e ponto.

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Gafieira indie

Posted : 10 months, 2 weeks ago on 12 January 2009 05:09 (A review of Carnaval Só Ano Que Vem)

Carnaval Só Ano Que Vem é um disco simples e lindo. As letras são singelas, mas o que realmente atrai são as melodias e os intérpretes que dão conta do recado. "O Mar E O Ar" é uma canção bela, uma bossa simples, com letra simples. Assim como "Jardim De Alah" que é cantada de forma mais simples ainda e talvez até apaixonante. Pensou numa bossa nova? Pensou em "De Um Amor Em Paz". Outro exemplar de uma Orquestra Imperial romântica.

Não é só de "musiquinhas de amor" que "Carnaval Só Ano Que Vem" permeia em seus ouvidos. "Ereção" é uma das melhores e mais legais do CD. "Uma cerveja e uma aguardente com limão, Mas cuidado a brincadeira, Pode causar ereção...". Outra musiquinha animadinha, "Era Bom", constitui-se de um samba bem de gafieira e de raiz.

O disco como um todo é um MPB que agrada dos sambistas mais antigos até os indies mais moderninhos.

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O samba e sua simplicidade

Posted : 11 months ago on 27 December 2008 06:29 (A review of Braseiro)

Roberta Sá é uma cantora que obtem uma voz incrível. Já neste seu primeiro disco, "Braseiro", a moça nos prova com bastante eficiência. A voz linda de Roberta é sua grande arma que nos metralha munida de suas lindas canções. Estamos vencidos.

A primeira música do debut, "Eu Sambo Mesmo", é um samba gostoso e viciante. Além da voz perfeita de menina, a letra e o balance da música são as caracteríticas mais importantes não só nesta música como também em todo o disco. "Eu Sambo Mesmo" é, de primeira vista, uma das melhores faixas do CD. A segunda música é "Pelas Tabelas", canção da grande estrela da MPB Chico Buarque. A música, sem tempo para respirar, é letra atrás de letra. E que letra! Outra bela canção.

"No Braseiro", terceira faixa, é a música de teor político do disco. Engraçado ouvir um samba discutindo sobre o jeitinho brasileiro. Do tipo "Perdeu-se a moral e reina a falta de vergonha" ou também "Mania nacional é ver o outro se dar mal". Cita também a atual situação da segurança no Brasil: "O caso de polícia corriqueiro é todo dia". O refrão também se mostra bem sugestivo: "Moramos no braseiro, a coisa aqui tá quente. O ano inteiro corri atrás, não sei do que exatamente".

O disco contém um bossa linda, "Casa Pré-fabricada", escrita por Marcelo Camelo. A voz de Roberta e a letra são as grandes atrações da música, já que a sutil melodia se torna mera coadjuvante no meio de tanto sentimentalismo musical. A grande canção de "Braseiro" é, sem dúvida, "A Vizinha do Lado". Roberta Sá faz da música do imortal Dorival Caymmi uma obra singela e linda no mesmo plano. Fora a letra que é muito bonita de tão simples.

De resto, basta afirmar que "Braseiro" preza pela simplicidade do samba e que Roberta Sá já chegou com o pé direito na música popular brasileira que precisa tando de gente nova e diferente. De preferência, mulher.

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Que belo disco pra se ter alegria

Posted : 11 months, 1 week ago on 16 December 2008 07:56 (A review of Que Belo Estranho Dia pra se Ter Alegria)

Demorei um tempo para ouvir este disco e quando ouvi, todas minhas expectativas foram deliciosamente supridas. "Que Belo Estranho Dia pra se Ter Alegria" é um ótimo cd de MPB dos últimos anos.

O disco é de uma brasilidade incrível. A primeira faixa "O Pedido" é um ótimo abre alas do repertório que nos espera, com violões dançando ininterruptamente. Como eu sempre prefiro sambas alegres destaco "Alô Fevereiro" que é bem casado com a bela voz de Roberta, como nas outras canções. E música alegre é o que não falta. "Interessa?" é uma das mais legais e viciantes do disco junto com "Laranjeira" em que Roberta vem acompanhada daquele clássico coro de samba de raiz.

É quase impossível ouvir "Que Belo Estranho Dia..." sem deixar escapar um sorriso de pura satisfação ao ouvir esta voz tão linda e gostosa de ouvir, parece até que ela tá cantando para você, quer dizer... pra mim. "Mais Alguém" serve de perfeito exemplo disto relatado. "Janeiros também.

Em "Fogo e Gasolina", Roberta canta um baião gostoso junto de Lenine. Com isso, não há dúvidas de que a música também se mostra como pérola do disco. Lenine com sua energia, Roberta cantando com mais vitalidade. Ótima canção.

Em suma, Roberta Sá, munida de "Que Belo Estranho Dia...", mostra que tem sensibilidade, talento e competência para entrar nesse hall das mais lindas vozes femininas tupiniquins da atualidade.

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Pop sem ser pop

Posted : 1 year, 3 months ago on 8 August 2008 11:39 (A review of Disco Paralelo)

Depois do "escutável" primeiro CD do Ludov, "O Exército das Pequenas Coisas", não esperava um disco tão bem produzido e belo como "Disco Paralelo". Com o primeiro disco, a Ludov mostrou-me ser muito "café-com-leite", cheio de musiquinhas pop sem a menor graça, mesmo contendo no disco a estupenda e única música realmente boa do grupo até então: "Princesa". Agora eles estão de volta com um disco que promete músicas mais alegres e proveitoas.

Já de cara ouve-se o primeiro single, "Ciência". Música animadinha com uma letra e melodia bem casada. O refrão bom e a ótima voz da vocalista compreende em uma das mais belas faixas do disco. Logo após, outra ótima canção que, bem amena e provida de outra letra magnífica, se manifesta como outra pepita de "Disco Paralelo". Estou falando de "Fugi Desse País".

"Disco Paralelo" é um disco cheio de preciosidades musicais, arranjos bons, melodias gostosas e letras muito bem escritas. "Sobrenatural" é um exemplo perfeito pra tudo isto citado pouco atrás. No mínimo dançante, esta canção fica ótima em alto volume, cantado bem alto desafiando (e desafinando) suas cordas vocais. Uma ótima oportunidade de diversão assim como o CD em toda sua totalidade. E em seus últimos momentos deste trabalho, Ludov nos presenteia ainda mais com "Urbana". Sem dúvida, um dos maiores destaques e uma das mais divertidas canções. Pena que é a última.

Despois de escutar este que é um dos melhores disco de pop/rock de 2007, nota-se que em "Disco Paralelo", Ludov prova ser uma banda criativa e inteligente. Prova também saber fazer ótimas músicas pop sem pretenção de ganhar simplesmente fama e espaço numa rádio qualquer ou espaço num programa de TV. Com seu segundo (de muitos, espero) CD, o quarteto se aproxima mais ainda de seus fãs e ganha mais admiradores de sua arte. Um deles agora sou eu.

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Como fazer sua festa bombar

Posted : 1 year, 3 months ago on 1 August 2008 09:23 (A review of With Lasers)

"With Lasers" é o primeiro CD da banda Bonde Do Rolê. Trio curitibano que faz um funk carioca com influências rock e letras estravagantes. Recheado de letras apimentadas, batidas de funk e eletro empolgantes, "With Lasers" é capaz de colocar até o mais tímido pra dançar.

O disco começa com a ótima "Dança Do Zumbi". Já com essa música nós estamos prontos para a dança do zumbi ou qualquer dança que eles nos oferecerem. Logo depois, o hit mais famoso da banda, "Solta O Frango". Esta música já é velha conhecida pelo fans do trio. Com uma letra engraçada, batidas legais e dançantes, "Solta O Frango" se revela com a melhor canção do disco. Já com o superdivertido single "James Bonde", os curitibanos mostram uma letra excrachada, que propõe a duvidar da orientação sexual do agente-secreto-pega-todas mais famoso do cinema. Tudo com bom humor, como de praxe.

Outra faixa que dispõe de uma letra bem explícita e sem papas na língua é "Marina Do Bairro". Onde Marina (vocal até então) relata a infância de puta que sua personagem na música teve. A canção com mais influência do funk carioca é "Divina Gasosa", faixa com letras apimentadas e vulgares. Outra bela música é "Geremia". Com um refrão/grito-de-guerra a música se torna uma das mais divertidas. O momento romântico (a lá BDR) de "With Lasers" fica por conta de "Quero Te Amar", que se destaca como a faixa mais eletrônica do disco.

Se vocês gosta de CSS, gosta de festa regada à bebidas e música doida. Se gosta de falar porcarias, gosta de gente estranha e alegre, Bonde Do Rolê é uma ótima pedida. Divirta-se.

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Mallory Knox contra-ataca!

Posted : 1 year, 3 months ago on 30 July 2008 10:19 (A review of Four on the Floor)

A banda Juliette and the Licks, formada por Jason Womak (contra-baixo), Todd Morse (guitarra), Kemble Walters (guitarra), Ed Davis (bateria) e Jeliette nos vocais, surpreendeu a todos no final de 2006. Lançou um disco de rock excelente, depois do "água-com-açúcar" que foi o CD anterior. A vocalisa, Juliette Lewis, já é velha conhecida dos cinéfilos e agora já é uma queridinha entre os amantes da música, da boa música. Quando atriz, fez mais de trinta filmes, incluindo o thriller psicológico Cabo do Medo (Martin Scorcese), e o chocante Assassinos Por Natureza (Oliver Stone) como a eterna assassina Mallory Knox.

O disco do quarteto desfruta de uma essência pura de punk rock com pitadas pop que resulta em canções de pegada forte, de tirar o fôlego. Uma surpresa boa é a presença de Dave Grohl, líder do Foo Fighters, que participa consideravelmente neste trabalho. Tocou bateria em todas as faixas.

De cara, a faixa Smash and Grab entrega a sonoridade enferrujada do quarteto, a voz rouca de Juliette e a capacidade dela e dos Licks de produzirem músicas com grande poder de fogo, com simplicidade, eficiência punk e apelo pop. Hot Kiss, primeiro single, é uma música ótima, desprovida de fórmulas e trechos grudantes com o intuito de alcançar as paradas de sucesso.

Stick Honey é um dos destaques do CD. Faixa rápida, urgente e contagiante. Outra que merece uma audição apurada é Purgatory Blues. Música boa, com as guitarras bem alinhadas e a voz de Lewis bem colocadas. Get Up, tem a pegada mais pop do disco todo, o que ocasiona a ser boa na dose certa. Bullshit King, com várias vozes embutidas no refrão e toda a pegada rock and roll, destaca-se como outra preciosidade de Four on the Floor. E pra encerrar: Inside The Cage, que nos dá aquele gostinho de "quero mais" e a insatisfação por conter apenas dez músicas no CD.

Mas qual é a intenção da rocker mais sexy atualmente? O que Juliette quer? Será que a moça trocou definitivamente a telona pelos palcos? Quanto de realidade e quanto de ficção que permeia esse grupo batizado de Juliette And The Licks? Pouco importa, desde que eles continues acertando em cheio, quando aprontam suas artes.

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A voz da Inglaterra

Posted : 1 year, 3 months ago on 30 July 2008 09:41 (A review of Back To Black)

Inglesa, 23, Amy Winehouse é uma das melhores cantoras de soul e r&b atualmente por fazer um soul bem retrô e de forma tão atual. Com este vozeirão, Winehouse lança seu segundo disco, Back To Black. Disco que chegou no Brasil em fevereiro de 2007, tem a produção de Mark Ronson -responsável pelo álbum de Lily Allen (Alright, Still) outra garota-prodígio inglesa.

O álbum inicia com Rehab, uma das melhores do disco, junto com a espetacular You Know I'm No Good e a descontraída Tears Dry On Their Own. Nestas músicas, logo se vê a voz superpoderosa da cantora. O disco todo é retrô, sem exeder nenhuma faixa. Em Me And Mr Jones, outra canção belíssima, Amy Winehouse solta sua voz com toda a força. E isso é um elogio, considerando que estamos falando de soul music.

Temos também as chamadas "baladinhas". Como é o exemplo de Love Is A Losing Game. Música profunda, melancólica, linda. Back To Black, faixa/titulo é bem calma, porém sotunra. Tanto na melodia, nos acordes quanto na voz. E o disco encerra com Addicted, canção regada a saxofones e a voz de Amy que, para variar, faz com que a canção seja boa o bastante pra encerrar estre trabalho.

Ao final, é fácil perceber as letras sinceras que transparecem o emocional forte e suicida desta inglesa que nos pegou de surpresa em tempos de músicas pop perfeitas e singles plásticos. Só nos resta saber se ela vive até o próximo disco. Esperançoso que sou, espero que sim.

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