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All reviews - Movies (25) - Music (8)

O crime secreto das palavras

Posted : 8 years, 4 months ago on 9 February 2009 09:31 (A review of Atonement)

Já a tempos estava para ver este filme, mas o universo conpirava contra. Fiquei com tanta expectativa que quando aluguei tive medo. Medo de me descepcionar. Quase sempre tenho problemas com filmes que aguardo muito. Felizmente, isso não aconteceu desta vez com "Desejo e Reparação". O novo filme do diretor Joe Wright ("Orgulho e Preconceito") é surpreendente.

Um filme completo. Trilha sonora, fotografia, figurino, roteiro... Não há do que reclamar deste que é, de longe, o melhor filme de Wright. O longa narra a história de um casal que é separado devido a uma mentira: Briony, então aos 13 anos, usa sua imaginação de escritora principiante para acusar Robbie Turner, o filho do caseiro e amante da sua irmã mais velha Cecília, de um crime que ele não cometeu. A acusação na época destruiu o amor da irmã e alterou de forma dramática várias vidas.

Visualmente, o filme é lindo. A fotografia é uma carícia aos olhos, que nos encanta a cada cena. Na primeira parte da fita, tudo é bem colorido e bonito também. O figurino é outro aspecto importante de "Desejo e Reparação". As vestes usadas pelas mulheres são belíssimas. O vestido verde de Cecília é a peça mais bonita do filme.

A direção de arte é fundamental em "Atonement". A criação do ambiente de guerra e das cidades da época é incrível de tão verossímil. Trilha sonora também merece ser citada. A idéia de pôr nas músicas os sons das teclas de máquina de escrever é genial.

Mesmo com aspectos perfeitos, a maior parcela do mérito vai para Joe Wright que dirige como nunca este que é o melhor romance , no seu gênero, que vejo em muito tempo. Sua capacidade de saber controlar a trama e incrementar com a perfeita trilha sonora é mais que louvável, é estupenda. Com cara de Oscar sem exalar pretenções, "Desejo e Reparação" emociona demasiadamente quem vê.

Com um final arrebatador, "Atonement" é tido como um dos melhores filmes de 2008. Impossível não se emocionar e se envolver numa história tão tocante e intensa quanto essa. Depois do final, nem me levantei para tirar o DVD. Fiquei estático na sala tentando entender o que acabei de ver. Lembrei da pergunta que Briony faz no filme e arrisquei a eu mesmo responder: Qual a palavra mais terrível que você consegue imaginar? Amor.


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O apocalipse branco

Posted : 8 years, 4 months ago on 7 February 2009 06:26 (A review of Blindness)

Depois dos espetaculares "Cidade de Deus" e "O Jardineiro Fiel", Fernando Meirelles nos brinda com seu novo longa "Ensaio Sobre a Cegueira". Com ótimos atores, técnica impecável, trilha sonora envolvente, o longa se destaca em 2008 em meio a tantas outras produções de respeito.

A fita conta a história de uma epidemia de cegueira inédita e inexplicável que atinge uma cidade. Chamada de 'cegueira branca', já que as pessoas atingidas apenas passam a ver uma superfície leitosa, a epidemia de alastra cidade a fora se instalando nos olhos de todos, menos de uma mulher.

Mesmo revelando no título, o longa não fala da cegueira. Pelo menos não é apenas isso. "Ensaio Sobre a Cegueira" é uma história sobre a degradação da sociedade, os limites do ser humano, a falta de moralidade. Mostra o que acontece quando seres humanos reagem quando são retirados seus direitos, dogmas e proteção.

A doença misteriosa que atinge os seres humanos de uma população é mero pretexto para que uma análise do mundo em que vivemos seja feita. Ao mesmo tempo em que os indivíduos perdem sua visão, o lado escuro de suas respectivas almas vem à tona, revelando seus comportamentos mais rústicos e malígnos.

Cheio de cenas atordoantes, "Ensaio Sobre a Cegueira" chega a chocar com tantas atrocidades que o ser humano pode fazer em benefícil próprio. A cena em que as mulheres, enfileiradas, andam rumo ao estupro é avassaladora, tanto quanto a própria cena do estupro. A fotografia, que ora nítida, ora esbranquiçada de tão embassada nos leva para dentro da história. Como se nós também estivéssemos cegos. Aspecto ténico inquietante de tão perfeito.

No planos das atuações, só tem fera. Julianne Moore está como nunca vista antes, incrível. Gael García Bernal como vilão da trama também é bastante satisfatório. Seu personagem é de dar nojo e calafrios de tanta crueldade que faz com tanta naturalidade. Estas atuações são tão convincentes que chega a ofuscar as interpreteções de Mark Ruffalo e Alice Braga, ambos competentíssimos.

Ao término da sessão, o sorriso abre de orgulho de Fernando Meirelles. Não consegue superar "O Jardineiro Fiel", nem "Cidade de Deus". No entanto, supera com maestria qualquer expectativa em relação ao filme e deixa registrado uma obra que será lembrada por muitos anos.


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Quando o medo se instala

Posted : 8 years, 4 months ago on 7 February 2009 05:05 (A review of The Blair Witch Project)

"A Bruxa de Blair" é um filme que poucos gostam, mas que conseguiu ser convincente e superar, de uma forma estranha, minhas expectativas. Antes de ver este, vi o segundo filme da franquia, "A Bruxa de Blair 2: O Livro das Sombas", quando estava nos meus 9 anos. Resultado: o filme que mais me aterrorizou por muito tempo. Hoje, 8 anos depois, decidi ver o primeiro. E como me lembro muito bem da minha experiência com o segundo filme, estava com medo.

"A Bruxa de Blair" é um falso documentário produzidos por três estudantes de cinema. Estes estudantes decidem ir à floresta 'mal assombrada' de Blair para tentar documentar algo de sobrenatural. No estilo 'câmera na mão' ("[REC]", "Diário dos Mortos"), o longa consegue passar realidade a cada momento.

O filme passa tanta realidade que mesmo de dia dentro da floresta o medo se instala no espectador que espera uma bruxa enorme engolir os estudantes. Mas isso não acontece. A bruxa nem aparece. E isso é o que surpreende. Como a câmera não capta nada sobrenatural, o que assusta é o desespero contínuo dos estudantes e a câmera (mais uma vez, ela!) cambaleando nas mãos deles. O que me fez lembrar de "Psicose", clássico do gênero. O longa de Hitchcock é tão competente que mesmo quando é revelada a identidade do assassino, o medo persiste.

Mesmo com poucas cenas fortes, "A Bruxa de Blair" cumpre seu papel pelo estilo documentário amador que, sem dúvida, é o seu diferencial. Prova de que não é preciso efeitos mirabolantes, cenas estupendas e montros supermacabros para assustar o espectador. Medo é mais que isso, bem mais.


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Blockbuster cor-de-rosa

Posted : 8 years, 5 months ago on 30 January 2009 12:55 (A review of Sex and the City)

Junto com Friends, o seriado 'Sex And The City' se tornou um dos maiores sucessos na história cômica da televisão americana. Conquistando quase que unicamente apenas o público feminino, durou seis temporadas e ganhou oito prêmios no Globo de Ouro. Nunca vi a série, mas minha opinião sobre o filme é bem positiva.

'Sex And The City' conta as aventuras de quatro amigas em Nova York. O filme funciona muito bem como comédia romântica. Os conflitos emocionais por quais essas mulheres passam são redigidos com eficiência. E ainda diverte muito. Cheio de cenas hilárias, 'Sex And The City' provoca risos sem ter de fazer careta. O teor cômico impecável do longa faz os 150 minutos da fita passarem despercebidos.

O diferencial de 'Sex And The City' é que o longa não trata Carrie Bradshaw, Samantha Jones, Charlotte York e Miranda Hobbes como mulheres fúteis que se sentem completas com vários pares de sapato. São mulheres que mandam em seu próprio nariz, fazem o que der na cabeça. Mulheres independentes que erram, choram e que não dão o braço a torcer. Pelo mesmo até o desfecho do filme.

Em relação as atuações, ninguém deixa a desejar. Mas, como de praxe, sempre há quem se destaque. Das quatro personagens protagonistas, Cynthia Nixon que interpreta Miranda está fabulosa. Sua beleza, simpatia e competência rouba a cena várias vezes. Kim Cattrall como Samantha está hilária.

O que mais enche os olhos em 'Sex And The City' é o figurino. Não sou 'expert' em moda, mas não há como negar que todas as roupas, assim como sapatos e jóias, usadas pelo quarteto são bem bonitas. E coisas de mulher é o que mais recheia o filme. No entanto, o que prende o homens são a beleza das atrizes e, como já relatado, a ótima dose de comédia.


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A luta pela esperança

Posted : 8 years, 5 months ago on 27 January 2009 01:48 (A review of Changeling)

Los Angeles, março de 1928. Christine Collins (Angelina Jolie) é uma mãe que tem seu filho desaparecido. Quando a polícia anuncia que seu filho foi achado, ela anuncia que a criança não é o seu herdeiro de sangue. É nisso que se baseia "A Troca", filme do ator e diretor Clint Eastwood.

Clint Eastwood, como diretor, sempre foi correto. Ao contrário da grande maioria, eu não achei "Menina de Ouro" um filme espetacular, mas sim "Sobre Meninos e Lobos". Este sim é um longa excepcional, um dos melhores do ano. Agora com "A Troca", Clint nos mostra um longa com carga dramática pesada que, volta e meia, deixa a desejar.

O que mais atrai e enche os olhos em "A Troca" é, sem sombra de dúvida, a atuação mais que competente e convincente de Angelina Jolie. Jolie que sabe chorar, mas também expressar a dor e resignação de Christine no silêncio. Qualquer prêmio que Angelina Jolie ganhar por sua contribuição para "A Troca" é mais que merecido.

Outro grande atrativo do filme é a parte técnica. A ótima fotografia cria uma L.A. em tons pastéis que lembram “Chinatown”. Fotografia esta que entrega cenas belíssimas. A cena em que ela mede a altura do seu 'falso filho', em que a metade de seu rosto fica completamente escuro, é sublime. No entanto, a trilha sonora fraca e pouco envolvente faz "A Troca" perder todo seu charme como filme dos anos 20/30.

Apesar de alguns erros de narrativa, Clint Eastwood nos entrega um bom filme que prova que ele é quem é porque merece. E prova também que Angelina Jolie, junto de sua beleza hipnótica, é uma das melhores atrizes de hoje e, indiscutivelmente, o que há de melhor em "A Troca".


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Medo do abismo

Posted : 8 years, 5 months ago on 27 January 2009 12:16 (A review of The Descent)

Filmes de terror são alvos de preconceito porque a maioria das produções do gênero são ruins. Isso, por incrível que pareça, tem um lado bom. Quando vemos algumas exceções nós adoramos. O que acontece com "Abismo do Medo".

Do inglês Neil Marshall, "Abismo do Medo" mostra um grupo de amigas que decide viajar para explorar uma caverna no meio dos EUA. E como um bom módulo de filmes de horror, isso dá merda. Dá merda quando elas ficam presas dentro da carvena e descobrem que não estão sozinhas.

No melhor estilo George Romero, sangue sobra no filme. Mas sobra justificado. Diferente de alguns filmes de terror onde os personagens são tratados como uma simples fila de corpos a serem multilados, Marshall trata o grupo de amigas como pessoas normais em situações reais que dão medo. A escuridão da caverna, a trilha sonora, o terror nos rostos das meninas, o perigo. Isso tudo funciona bem a fim de dar medo, muito medo.

A cereja no topo do bolo é a cena em que Sarah surge de uma poça de sangue, citando "Apocalypse now". E claro: muito medo. Medo de verdade, sem risinhos debochados. Sem contar a cena final que se revela um dos melhores finais de filmes de horror que já vi.

O filme usa clichês do gênero como muitos outros filmes, mas diferente deles, que funcionam e que se tornam nescessários para compor a obra, convencer como longa e, óbvio, dar medo. Bu.


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No coração das trevas

Posted : 8 years, 5 months ago on 26 January 2009 11:41 (A review of The Mist)

"O Nevoeiro" é uma daquelas experiências que nos lembram para que o cinema é feito: nos transportar. Somos tirados da sala escura e colocados em meio àqueles personagens angustiados, desesperados por uma salvação que talvez nunca virá.

Adaptado de um conto de Stephen King, "O Nevoeiro" conta a história de uma cidadezinha que, depois de uma tempestade, é engolida por um nevoeiro. O filme é dirigido por Frank Darabont, já vetereano em adaptações de King. Antes, dirigiu "Um Sonho de Liberdade" e "À Espera de um Milagre".

O que torna "O Nevoeiro" o melhor filme de horror de 2008 é que Darabont entendeu que os monstros representam a escuridão da alma humana. E o terror que se tem da névoa é o mesmo que existe dentro de nós reprimido pela confiança nas instituições. E quando isto se ausenta, o ser humano é mais monstruoso e perverso do que qualquer criatura. E as criaturas não são o perigo real do filme.

O real perigo de "O Nevoeiro" se chama Sra. Carmody (Marcia Gay Harden), religiosa fanática que vê no nevoeiro o fim dos tempos e instala o caos dentro daquela comunidade. Marcia Gay Harden faz, depois de Ledger como o Coringa de "Cavaleiro das Trevas", a melhor atuação coadjuvante. Sra. Carmody junto de seus delírios e triunfos aterroriza tanto que concluimos que ela é o verdadeiro perigo do longa.

"O Nevoeiro" erra pouco apostando em algumas atuações caricatas e um breve romance desnecessário, mas que não tiram o mérito de melhor filme de horror visto em 2008 e uma das melhores adaptações das obras de Stephen King.

Só mais uma coisa: o final de "O Nevoeiro" é pertubador e um dos melhores que já vi em toda minha vida cinéfila.


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Vulgaridade atual

Posted : 8 years, 5 months ago on 12 January 2009 11:26 (A review of Era Vulgaris)

O mais recente trabalho de estúdio do Queens of the Stone Age é, sem dúvida, um dos melhores de toda a carreira da banda. O disco é repleto de hits. Canções ótimas com toda aquela veia rock and roll.

O primeiro single e destaque de "Era" é "Sick Sick Sick", famosa música na qual Julian Casablanca participa. Casablanca deixa transparecer, junto com Homme, que "Sick Sick Sick" é de longe, umas das melhores músicas do CD e com um refrão bem grudante.

A canção com o melhor estilo QOTSA é "Battery Acid", stoner rock puro. O disco também concede espaço paras as baladinhas, como "Make It Wit Chu" que exala sensualidade com uma levada Beatles. Música bem grungue, "3's & 7's" remete a bandas como Nirvana em seus anos dourados.

Ouvindo a discografia do QOTSA percebemos que Josh Homme e os Queens sabem fazer música de boa qualidade. Rock de forma atual e forte. É de uma banda como a Queens Of The Stone Age que precisamos. Pra nos lembrar o que é rock e ponto.


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Gafieira indie

Posted : 8 years, 5 months ago on 12 January 2009 11:09 (A review of Carnaval Só Ano Que Vem)

Carnaval Só Ano Que Vem é um disco simples e lindo. As letras são singelas, mas o que realmente atrai são as melodias e os intérpretes que dão conta do recado. "O Mar E O Ar" é uma canção bela, uma bossa simples, com letra simples. Assim como "Jardim De Alah" que é cantada de forma mais simples ainda e talvez até apaixonante. Pensou numa bossa nova? Pensou em "De Um Amor Em Paz". Outro exemplar de uma Orquestra Imperial romântica.

Não é só de "musiquinhas de amor" que "Carnaval Só Ano Que Vem" permeia em seus ouvidos. "Ereção" é uma das melhores e mais legais do CD. "Uma cerveja e uma aguardente com limão, Mas cuidado a brincadeira, Pode causar ereção...". Outra musiquinha animadinha, "Era Bom", constitui-se de um samba bem de gafieira e de raiz.

O disco como um todo é um MPB que agrada dos sambistas mais antigos até os indies mais moderninhos.


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Um hino de alegria e angústia

Posted : 8 years, 6 months ago on 29 December 2008 08:09 (A review of Noel: The Samba Poet )

Misturar música e cinema não é tão difícil. Difícil mesmo é fazer as duas se fundirem numa só arte. "Noel - Poeta da Vila" recria a história de um dos maiores sambistas de todos os tempos: Noel Rosa.

Dirigido por Ricardo Van Steen, "Noel..." conta com excelência a vida do sambista que morreu novo, mas que deixou mais de cem canções que, muitas delas, marcaram e marcam até hoje a cena do samba, o carnaval. Boêmio, Rosa sempre estava num bar, no meio de roda de samba, com um cigarro na mão, cantando sempre um samba qualquer que mais parecia poesia cantada.

O filme se mostra atento a todos os acontecimentos importantes da vida do compositor. Da criação de alguns dos seus grandes sambas até o árduo relacionamento com uma dançarina de cabaré. Relacionamento que só se desenrola na vida boêmia de Vila Isabel que, como diz o poeta, é o berço do samba. A fita tende a mostrar bem as características de cada personagem. A melancolia de Noel, o amor de sua mãe com o filho, a cabeça perturbada de seu pai e mais tantos outros personagens que se revelam importantes.

Dentre as atuações, vale destacar Rafael Raposo que interpreta o próprio sambista e consegue convencer cantando como o cantor cantava e mostrando com fidelidade a feição torta da boca de Noel. Camila Pitanga também dá seu show como o grande amor de Rosa. A cena em que os dois transam pela primeira vez, de máscara devido a tuberculose de Noel, é sublime, poética.

"Noel - O Poeta da Vila" consegue mostrar, mesmo com todos os problemas da vida do sambista, o mundo de Noel Rosa como um reduto do samba, cheio de alegrias, de mulheres da zona, de rodas de samba movidas a pandeiros e violões, e claro, cerveja. Pura Boemia.


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