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Reviews by Leonardo Knox

All reviews - Movies (1) - Music (4)

- Uma batida forte, por favor.

Posted : 3 weeks ago on 14 August 2008 11:43 (A review of Death Proof)

O liquidificador Quentin Tarantino está de volta com mais uma fascinante obra do cinema norte-americano. Com "À Prova de Morte", seu mais novo filme, Tarantino mistura mais uma vez uma série de ingredientes da sua própria forma.

MULHERES
Ingrediente essencial para esta obra, as mulheres fazem bonito quando em cena. Batem em homens, andam de carro em alta velcidade, vão ao bar ouvir boa música e, claro, beber demasiadamente. Lindas e sexys, são filmadas em seus melhores ângulos pelo próprio Tarantino: bundas, seios e pernas. Verdadeiras gostosas.

CARROS & VELOCIDADE
Também indispensável, os carros estão sempre em cena. Lindos, coloridos, velozes e sem o menor medo. Comandando a fotografia, Tarantino assume com propriedade as câmeras e seus recursos para, da melhor forma, mostrar com maior realidade possível cenas de perseguições que, de fato, são de tirar o fôlego.

VIOLÊNCIA
Elemento principal dos filmes de Quentin Tarantino. Na mãos de Tarantino, a violência vira um show estupendo, de tão exagerado que chega ser cômico. Chega a ser engraçado um acidente de carro, uma perna ensanguentada voando após uma acidente, uma briga violenta e covarde no meio da estrada. Tarantino sabe muito bem bater e o mais importante, como e em quem bater.

REFERÊNCIAS
Cada detalhe deste filme tem um porquê.
1. A cena em que as garotas tomam café da manhã é uma recriação da mesma cena em "Cães de Aluguel", primeiro filme do diretor.
2. Em determinada cena a personagem de Mary Elizabeth Winstead diz "Vipers". Trata-se de uma referência ao Deadly Viper Assassination Squad, presente nos filmes "Kill Bill - Volume 1" e "Kill Bill - Volume 2".
3. Os policiais que vão para o hospital após Stuntman Mike bater seu carro pela 1ª vez são os mesmos que relatam a cena do massacre no casamento em "Kill Bill - Volume 1".
4. A placa do carro de Stuntman Mike é JJZ-109. Trata-se do mesmo número da placa do carro de Steven McQueen em "Bullitt", 1968.

“À prova de morte” tem tudo o que os fãs aprenderam a adorar e respeitar em Tarantino. Uma chuva de referências pop (“60 segundos é um clássico. Mas o original, não aquela bosta com a Angelina Jolie”). Trilha musical característica, com direito à jukebox pessoal do cineasta no bar da primeira metade do longa. Mulheres fodonas quebrando o pau em situações improváveis.

O grande barato de Tarantino é fazer do simples, algo além do esperado. E aqui faz-se com firmeza e muita destreza. Mais uma vez, com elementos da cultura pop e humor ácido e ágio, Quentin Tarantino nos serve mais uma delícia de obra-prima do cinema moderno.

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Pop sem ser pop

Posted : 3 weeks, 6 days ago on 8 August 2008 11:39 (A review of Disco Paralelo)

Depois do "escutável" primeiro CD do Ludov, "O Exército das Pequenas Coisas", não esperava um disco tão bem produzido e belo como "Disco Paralelo". Com o primeiro disco, a Ludov mostrou-me ser muito "café-com-leite", cheio de musiquinhas pop sem a menor graça, mesmo contendo no disco a estupenda e única música realmente boa do grupo até então: "Princesa". Agora eles estão de volta com um disco que promete músicas mais alegres e proveitoas.

Já de cara ouve-se o primeiro single, "Ciência". Música animadinha com uma letra e melodia bem casada. O refrão bom e a ótima voz da vocalista compreende em uma das mais belas faixas do disco. Logo após, outra ótima canção que, bem amena e provida de outra letra magnífica, se manifesta como outra pepita de "Disco Paralelo". Estou falando de "Fugi Desse País".

"Disco Paralelo" é um disco cheio de preciosidades musicais, arranjos bons, melodias gostosas e letras muito bem escritas. "Sobrenatural" é um exemplo perfeito pra tudo isto citado pouco atrás. No mínimo dançante, esta canção fica ótima em alto volume, cantado bem alto desafiando (e desafinando) suas cordas vocais. Uma ótima oportunidade de diversão assim como o CD em toda sua totalidade. E em seus últimos momentos deste trabalho, Ludov nos presenteia ainda mais com "Urbana". Sem dúvida, um dos maiores destaques e uma das mais divertidas canções. Pena que é a última.

Despois de escutar este que é um dos melhores disco de pop/rock de 2007, nota-se que em "Disco Paralelo", Ludov prova ser uma banda criativa e inteligente. Prova também saber fazer ótimas músicas pop sem pretenção de ganhar simplesmente fama e espaço numa rádio qualquer ou espaço num programa de TV. Com seu segundo (de muitos, espero) CD, o quarteto se aproxima mais ainda de seus fãs e ganha mais admiradores de sua arte. Um deles agora sou eu.

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Como fazer sua festa bombar

Posted : 1 month ago on 1 August 2008 09:23 (A review of With Lasers)

"With Lasers" é o primeiro CD da banda Bonde Do Rolê. Trio curitibano que faz um funk carioca com influências rock e letras estravagantes. Recheado de letras apimentadas, batidas de funk e eletro empolgantes, "With Lasers" é capaz de colocar até o mais tímido pra dançar.

O disco começa com a ótima "Dança Do Zumbi". Já com essa música nós estamos prontos para a dança do zumbi ou qualquer dança que eles nos oferecerem. Logo depois, o hit mais famoso da banda, "Solta O Frango". Esta música já é velha conhecida pelo fans do trio. Com uma letra engraçada, batidas legais e dançantes, "Solta O Frango" se revela com a melhor canção do disco. Já com o superdivertido single "James Bonde", os curitibanos mostram uma letra excrachada, que propõe a duvidar da orientação sexual do agente-secreto-pega-todas mais famoso do cinema. Tudo com bom humor, como de praxe.

Outra faixa que dispõe de uma letra bem explícita e sem papas na língua é "Marina Do Bairro". Onde Marina (vocal até então) relata a infância de puta que sua personagem na música teve. A canção com mais influência do funk carioca é "Divina Gasosa", faixa com letras apimentadas e vulgares. Outra bela música é "Geremia". Com um refrão/grito-de-guerra a música se torna uma das mais divertidas. O momento romântico (a lá BDR) de "With Lasers" fica por conta de "Quero Te Amar", que se destaca como a faixa mais eletrônica do disco.

Se vocês gosta de CSS, gosta de festa regada à bebidas e música doida. Se gosta de falar porcarias, gosta de gente estranha e alegre, Bonde Do Rolê é uma ótima pedida. Divirta-se.

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Mallory Knox contra-ataca!

Posted : 1 month, 1 week ago on 30 July 2008 10:19 (A review of Four on the Floor)

A banda Juliette and the Licks, formada por Jason Womak (contra-baixo), Todd Morse (guitarra), Kemble Walters (guitarra), Ed Davis (bateria) e Jeliette nos vocais, surpreendeu a todos no final de 2006. Lançou um disco de rock excelente, depois do "água-com-açúcar" que foi o CD anterior. A vocalisa, Juliette Lewis, já é velha conhecida dos cinéfilos e agora já é uma queridinha entre os amantes da música, da boa música. Quando atriz, fez mais de trinta filmes, incluindo o thriller psicológico Cabo do Medo (Martin Scorcese), e o chocante Assassinos Por Natureza (Oliver Stone) como a eterna assassina Mallory Knox.

O disco do quarteto desfruta de uma essência pura de punk rock com pitadas pop que resulta em canções de pegada forte, de tirar o fôlego. Uma surpresa boa é a presença de Dave Grohl, líder do Foo Fighters, que participa consideravelmente neste trabalho. Tocou bateria em todas as faixas.

De cara, a faixa Smash and Grab entrega a sonoridade enferrujada do quarteto, a voz rouca de Juliette e a capacidade dela e dos Licks de produzirem músicas com grande poder de fogo, com simplicidade, eficiência punk e apelo pop. Hot Kiss, primeiro single, é uma música ótima, desprovida de fórmulas e trechos grudantes com o intuito de alcançar as paradas de sucesso.

Stick Honey é um dos destaques do CD. Faixa rápida, urgente e contagiante. Outra que merece uma audição apurada é Purgatory Blues. Música boa, com as guitarras bem alinhadas e a voz de Lewis bem colocadas. Get Up, tem a pegada mais pop do disco todo, o que ocasiona a ser boa na dose certa. Bullshit King, com várias vozes embutidas no refrão e toda a pegada rock and roll, destaca-se como outra preciosidade de Four on the Floor. E pra encerrar: Inside The Cage, que nos dá aquele gostinho de "quero mais" e a insatisfação por conter apenas dez músicas no CD.

Mas qual é a intenção da rocker mais sexy atualmente? O que Juliette quer? Será que a moça trocou definitivamente a telona pelos palcos? Quanto de realidade e quanto de ficção que permeia esse grupo batizado de Juliette And The Licks? Pouco importa, desde que eles continues acertando em cheio, quando aprontam suas artes.

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A voz da Inglaterra

Posted : 1 month, 1 week ago on 30 July 2008 09:41 (A review of Back To Black)

Inglesa, 23, Amy Winehouse é uma das melhores cantoras de soul e r&b atualmente por fazer um soul bem retrô e de forma tão atual. Com este vozeirão, Winehouse lança seu segundo disco, Back To Black. Disco que chegou no Brasil em fevereiro de 2007, tem a produção de Mark Ronson -responsável pelo álbum de Lily Allen (Alright, Still) outra garota-prodígio inglesa.

O álbum inicia com Rehab, uma das melhores do disco, junto com a espetacular You Know I'm No Good e a descontraída Tears Dry On Their Own. Nestas músicas, logo se vê a voz superpoderosa da cantora. O disco todo é retrô, sem exeder nenhuma faixa. Em Me And Mr Jones, outra canção belíssima, Amy Winehouse solta sua voz com toda a força. E isso é um elogio, considerando que estamos falando de soul music.

Temos também as chamadas "baladinhas". Como é o exemplo de Love Is A Losing Game. Música profunda, melancólica, linda. Back To Black, faixa/titulo é bem calma, porém sotunra. Tanto na melodia, nos acordes quanto na voz. E o disco encerra com Addicted, canção regada a saxofones e a voz de Amy que, para variar, faz com que a canção seja boa o bastante pra encerrar estre trabalho.

Ao final, é fácil perceber as letras sinceras que transparecem o emocional forte e suicida desta inglesa que nos pegou de surpresa em tempos de músicas pop perfeitas e singles plásticos. Só nos resta saber se ela vive até o próximo disco. Esperançoso que sou, espero que sim.

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